Parece conclusivo que qualquer livro verdadeiramente
inspirado por Deus deva ser exato histórica e arqueologicamente.
A seguir damos uma sinopse muito breve da história do Livro
de Mórmon neste contexto.
História do Livro de Mórmon
O Livro de Mórmon afirma que um povo chamado jareditas,
refugiados da Torre de Babel, migrou para a América cerca da
2.247 a.C. Ocuparam a América Central até serem varridos por
discórdia interna. Um sobrevivente, o profeta Éter,
registrou a história dos jareditas em 24 placas metálicas.
Cerca de 600 a.C. as duas famílias de Lehi e Ismael deixaram
Jerusalém, atravessaram o oceano Pacífico e desembarcaram na
América do Sul. Dois filhos de Lehi, Lamã e Nefi, iniciaram
uma briga e o povo se dividiu em dois acampamentos de guerra
- os lamanitas e os nefitas. Os lamanitas foram amaldiçoados
pelo Senhor por serem rebeldes e irem contra seus
mandamentos. Parte dessa maldição incluía pele escura, o que
supostamente é a origem dos índios americanos.
Deus teve predileção pelos nefitas que migraram para a
América Central cerca da época de Cristo. Logo depois de sua
crucificação, Cristo veio à América e instituiu o batismo
por imersão, o sacramento do pão e do vinho, sacerdócio e
deu muitos outros ensinamentos. Tanto os lamanitas quanto os
nefitas se converteram. As coisas correram normalmente por
cerca de 200 anos, então veio a apostasia. O termo
"lamanita" foi, pois, dado a todo aquele que deixava a fé.
Cento e cinqüenta anos mais tarde, os nefitas relifiosos e
os lamanitas rebeldes guerrearam de novo. Por volta de 421
A.D. os nefitas foram todos mortos, e os lamanitas infiéis
ficaram no controle da terra. Colombo descobriu-os quando aí
aportou em 1492.
O comandante-chefe dos nefitas era o profeta e sacerdote
chamado Mórmon. Ao ver que tinham sido derrotados, compilou
os registros de seus predecessores e escreveu uma breve
história, em placas de ouro. Deu estas placas de ouro a seu
filho Moroni, que as escondeu num monte, perto de Palmyra,
no Estado de Nova Iorque. Moroni, cerca de 1.400 anos mais
tarde apareceu como um anjo a José Smith e disse-lhe onde
encontrar essas placas. Na caixa que continha as placas
estava um grande par de óculos; uma das lentes chamava-se
Urim e a outra Tumim. Segundo as três testemunhas, com a
ajuda destes óculos, Urim e Tumim ou "intérpretes", e mais
uma "pedra de vidente", José Smith traduziu os hieróglifos
para o inglês. Segundo José Smith, os hiróglifos eram
"egípcio reformado", língua "que nenhum homem conhece".
Desta forma, o Livro de Mórmon supostamente foi revelado.
Por que foram as placas enterradas em Palmyra, Nova Iorque,
senão pelo fato de José Smith viver nessa área?
Bem, enquanto a guerra continuava entre os lamanitas e os
nefitas, Mórmon escreveu uma carta ao rei dos lamanitas
pedindo-lhe que se encontrasse com os nefitas na terra de
Cumorah, ao pé de um monte chamado Cumorah, "e lá o
guerrearemos!" Segundo a história, Mórmon esperava, com este
expediente, levar vantagem militar, e aparentemente o rei
lamanita e suas forças ficaram contentes em fazer-lhe a
vontade! Assim, homens, mulheres e crianças marcham por
montanhas formidáveis passando por florestas e atravessando
correntezas fortes por milhares de quilômetros, às centenas
de milhares, para se engajarem numa batalha de morte num
lugar ao pé de um monte insignificante do qual a maioria
jamais ouvira falar!
Devemos admitir que esta é uma história e tanto! Não podemos
evitar a noção de que esta pode ter sido a única maneira de
José Smith situar as "placas de ouro" perto de onde ele
vivia, nos arredores de Palmyra, em Nova lorque.
Vários problemas notáveis a respeito desta história precisam
ser examinados.
O primeiro problema refere-se ao rápido aumento da
população. Segundo o Livro de Mórmon, em 30
anos duas nações surgiram de 28 pessoas ou menos (ver 1 Nefi;
2 Nefi 5:5, 6, 28). Nesta época as duas nações (que mesmo
tendo um elevadíssimo índice de crescimento só podia ter uma
população de várias centenas, e a maioria constituída de
mulheres e crianças) dividiram-se e tornaram-se inimigos
ferozes chamados nefitas e lamanitas.
Os nefitas e os lamanitas em várias épocas "multiplicamo-nos
consideravelvemente, espalhando-nos sobre a face de terra; e
nos tornamos imensamente ricos" (Jarom 8), e "se
multiplicaram e se espalharam ... começou a ser povoada toda
a face da terra, desde a parte sul do mar até o litoral
norte, e do litoral oeste até o do leste" (Helamã 3:8). Era
"quase tão numeroso como as areias do mar" (Mórmon 1:7).
O segundo problema refere-se às poderosas cidades que os
nefitas e jareditas construíram. E "construíu muitas
cidades poderosas" (Éter 9:23; ver também Alma 50:15). O
Livro de Mórmon menciona, pelo menos 38 nomes de
cidades: Amoniah, Gideon, Jacobugat, Jerusalém, Manti, Shem,
Zarahemla, etc., todas no Novo Mundo. Entretanto, nem um dos
locais destas cidades jamais foi encontrado, nem na América
do Sul nem na América Central.
Em contraste, bastante evidência tem sido descoberta
referente às antigas cidades dos maias e dos incas que
ocuparam estas áreas! O apoio histórico ou arqueológico, que
para uma civilização como os mórmons reivindicam devia ser
praticamente espantoso, simplesmente não existe. De fato, o
que se verifica é o oposto.
O terceiro problema coma história de Livro de Mórmon jaz
nas línguas dos povos primitivos. É impossível que as
línguas egípcio reformado e hebraico pudessem ter
desaparecido tão completamente se tivessem sido usadas tão
extensivamente nas Américas por centenas de anos.


